quinta-feira, 24 de abril de 2014

Falo, logo escrevo? Parte I

A fala precede a escrita, isto é fato. Dificilmente poderemos contestar essa hierarquia.A língua oral é criação do homem, fez-se necessária para sua sobrevivência, enquanto ser social. As sociedades primitivas se estabeleceram através da expressão oral, gerando assim, a cultura. Todos os conceitos morais e saberes eram repassados oralmente, regularizavam o viver dessas sociedades como, atualmente, ainda fazemos no seio familiar.
  Nosso primeiro contato com a educação é recebido dentro desse contexto. Primeiro aprendemos a falar e, nos tornamos assim,parte de uma estrutura histórica/social. A aquisição da língua para a criança representa um salto no seu desenvolvimento intelectual.  
Sendo assim, a linguagem oral, afora ser responsável pela união dos grupos humanos e por sua formação cultural, permite acelerar o desenvolvimento intelectual da criança a partir do momento que o mundo que a cerca pode ser “traduzido” e melhor compreendido já que imagens e percepções ganham forma com a palavra. A oralidade é o meio mais dinâmico de comunicação porque tem a seu favor variantes esclarecedoras sobre o conteúdo a ser entendido.
A nossa fala está repleta de informações. Falamos utilizando e considerando gestos, entonação da voz, expressões faciais e corporais. Para exemplificar - a ironia - como figura de linguagem, baseia-se na oposição entre a intenção e a expressão oral. Nesse caso, só saber o que significa a fala/língua, não dá a dimensão do seu teor. Precisamos reunir todos os elementos que a compõe para compreender o falante.

terça-feira, 22 de abril de 2014

Pensamento Pertinente: Tempos Modernos

Pensamento Pertinente: Tempos Modernos

Alfabetização: Possibilidades Pedagógicas

     O mote da Pedagogia é a aprendizagem. Como alcançar e direcionar os meios de se obter o conhecimento; como desenvolver e aplicar práticas que atendam a esse objetivo.O primeiro resultado esperado pela instituição - escola - é a alfabetização. Pode-se levar em consideração todas as etapas do desenvolvimento infantil, conhecer teorias, colocar em prática métodos voltados à psicomotricidade, a socialização e ao avanço intelectual do aluno mas, o que é cobrado, é se o aluno sabe ou não sabe ler. Essa cobrança desdobra-se da sociedade para a instituição, da instituição para o professor e do professor para o aluno.É uma expectativa justificável diante da importância desse veículo de comunicação; catalisador do progresso social. Sendo assim, quando uma criança consegue aprender a ler, está praticamente resolvido seu sucesso futuro e acadêmico. Será? Fala-se muito nos analfabetos funcionais. Eles sabem ler, porém pouco compreendem do significado, não conseguem decodificar o que lêem. Sabem apenas o minimamente necessário para sobreviver em uma sociedade letrada. O ato de ler, nesse caso, perde seu valor. Diante dessa realidade, quais procedimentos poderão ser usados para uma alfabetização plena? O que fazer para que o aluno queira aprender a ler?