quinta-feira, 24 de abril de 2014

Falo, logo escrevo? Parte I

A fala precede a escrita, isto é fato. Dificilmente poderemos contestar essa hierarquia.A língua oral é criação do homem, fez-se necessária para sua sobrevivência, enquanto ser social. As sociedades primitivas se estabeleceram através da expressão oral, gerando assim, a cultura. Todos os conceitos morais e saberes eram repassados oralmente, regularizavam o viver dessas sociedades como, atualmente, ainda fazemos no seio familiar.
  Nosso primeiro contato com a educação é recebido dentro desse contexto. Primeiro aprendemos a falar e, nos tornamos assim,parte de uma estrutura histórica/social. A aquisição da língua para a criança representa um salto no seu desenvolvimento intelectual.  
Sendo assim, a linguagem oral, afora ser responsável pela união dos grupos humanos e por sua formação cultural, permite acelerar o desenvolvimento intelectual da criança a partir do momento que o mundo que a cerca pode ser “traduzido” e melhor compreendido já que imagens e percepções ganham forma com a palavra. A oralidade é o meio mais dinâmico de comunicação porque tem a seu favor variantes esclarecedoras sobre o conteúdo a ser entendido.
A nossa fala está repleta de informações. Falamos utilizando e considerando gestos, entonação da voz, expressões faciais e corporais. Para exemplificar - a ironia - como figura de linguagem, baseia-se na oposição entre a intenção e a expressão oral. Nesse caso, só saber o que significa a fala/língua, não dá a dimensão do seu teor. Precisamos reunir todos os elementos que a compõe para compreender o falante.

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