Ano passado, a Secretaria de Educação do DF, lançou a 4ª edição do Programa DF Alfabetizado. Foi feito um processo seletivo simplificado com análise de documentação e avaliação escrita. Os aprovados participaram de um curso de formação em Educação de Jovens e Adultos (EJA) de 40h em abril de 2016:
"O presente edital tem por objetivo a seleção de voluntários alfabetizadores, tradutores/intérpretes de Libras e alfabetizadores-coordenadores de turma para composição de cadastro reserva e atuação no Programa DF Alfabetizado, em caráter voluntário, para atendimento às demandas de alfabetização e educação dos jovens, adultos e idosos da classe trabalhadora do DF."
Fui classificada e participei do curso de formação. Mas, infelizmente, não consegui "fechar turma". O prazo de cadastro dos alunos e fechamento da turma (no mínimo 14 pessoas) ficou muito curto. O curso de formação ainda não havia terminado e já queriam que tivéssemos turma cadastrada. Quem participou das edições passadas, já tinha o "caminho das pedras". Não foi o meu caso e da maioria. Acredito que devam ter fechado apenas, umas 3 ou 4 turmas na cidade do Gama/DF.
Edital:
http://www.cre.se.df.gov.br/ascom/documentos/subeb/df_alfabetizado_edital_dez15.pdf
Convocação:
http://www.cre.se.df.gov.br/ascom/documentos/subeb/df_alfab_result_gam.pdf
Pensamento Pertinente
Pensar - sobre - é importante!! Sem preconceito, sem violência...Opinar também faz parte!! Pratique por aqui. :D
segunda-feira, 18 de abril de 2016
quarta-feira, 30 de março de 2016
Palestra com o prof. José Pacheco - Escola da Ponte
Finalmente!! Depois de muitos desencontros, consegui conhecer o pedagogo José Pacheco que na Escola da Ponte/Portugal, concretizou um ideal de escola democrática.
A palestra ocorreu na UnB, em frente a livraria do Chico, um espaço aberto, público, bem de acordo com a simplicidade do mestre.
O prof. Pacheco, está, segundo ele, mudando-se para Brasília. Ficará por aqui algum tempo e levará outros projetos adiante.
Algumas escolas públicas brasileiras, têm se aventurado a modificar o espaço escolar, inspirando-se no trabalho bem sucedido do prof. Pacheco.
Pessoalmente, estive em uma escola democrática. A EMEF Desembargador Amorim Lima/SP, em 2013, por pura curiosidade... Fiquei encantada com a disposição da diretora Ana Elisa empenhada nesse projeto inovador. Imagine a dificuldade de inserir todos os servidores públicos, alunos , pais e comunidade, nesse ideal? Vi professores desenvolvendo um ótimo trabalho pedagógico. Porém, havia alguns (poucos, ufa!) não tão bem ambientados ao método. Quem quiser conhecer, a escola foi super receptiva...a diretora me recebeu e depois foram as alunas que me mostraram o colégio.
Minha vontade agora, é ir até um outro, desenvolvido em Cotia/SP. O projeto Âncora é uma associação civil e filantrópica que começou como um lugar de atividades contraturno para crianças carentes, para depois se tornar uma escola integral de ensino fundamental. Por ser uma associação particular, acredito que isso facilite a adaptação ao método por quem se aventura a participar!!
Para quem não conhece esses projetos, aqui estão os sites:
http://amorimlima.org.br/
http://projetoancora.org.br/
Uma recordação do Amorim Lima...
Casa do Índio
quinta-feira, 19 de novembro de 2015
Premiação em redação no 21º CIAD - Congresso realizado em Bento Gonçalves/RS
Hoje, recebi em minha casa, esse troféu, livros e materiais de um congresso internacional da ABED (Associação Brasileira de Educação a Distância) do qual participei com uma redação. Os três primeiros colocados receberam a premiação. Fiquei em 3º lugar.
Pode não ser muito. Mas para mim, foi uma ótima sensação saber que fui avaliada por profissionais que não me conhecem e que escolheram meu texto entre outros.
Participei enviando, on-line, a redação sobre o seguinte tema: "Se eu fosse Ministro da Educação faria o seguinte a propósito da EAD".
Pena foi não ter comparecido "in loco" para receber essa deferência na abertura do congresso, como convidaram via e-mail. Trata-se de um mega evento com trabalhos científicos, debates, exposições de projetos, grupos de interesse, cursos e palestras. Muito legal mesmo!!
Para ficar registrado, foi publicado no site:
http://www.abed.org.br/site/pt/midiateca/noticias_ead/1345/2015/10/resultado_da_competicao_de_ideias_
Para o texto:
http://www.abed.org.br/congresso2015/Se_eu_fosse_Ministro_da_Educacao_faria_o_seguinte_a_proposito_da_EaD_3_Colocado.pdf
A tragédia nas redes sociais
Estar em um mundo tecnologicamente conectado, com tantas variações sociais, culturais e econômicas, garante passagens (ida e volta) do céu para o inferno ininterruptamente.
O que até ontem causava - tristeza, compaixão, indignação e solidariedade - como no caso das tragédias, hoje há uma disputa nas redes sociais, para saber qual é a mais contundente. As opiniões se dividem, independentes dos pesares alheios.
Vemos isso, nos acontecimentos mais recentes em Mariana/MG e Paris/FR. São situações diferentes. Talvez nem tanto, se quisermos olhar apenas politicamente e vermos as deficiências e as conduções malfeitas pelos governantes, mídias, etc.
Mas...aonde anda nossa humanidade? Aquela coisa fácil de entender... um beliscão dói em fulano, sicrano e beltrano! Eles também têm fome, frio, tristeza...sede. Veem a beleza. Sentem amor e dele necessitam.
Então, não seria o caso, focarmos no que nos une enquanto seres humanos - necessidades e fragilidades - deixando as diferenças individuais, que não pertencem a mais ninguém além de si , pois são vidas construídas em contextos vários, e considerar que as mesmas são as que dão o colorido, o bônus e o ônus das diversas sociedades, mas que a essência é a mesma? O sangue é vermelho. Suor e lágrima têm a mesma composição.
O respeito deve prevalecer. É uma construção. Movimento difícil porque nos tira do nosso centro, das nossas certezas (frágeis!!) para olhar o outro.
Engraçado. O mundo é esférico, a tecnologia quebrou as barreiras territoriais, o conhecimento flui, tudo tão redondinho... e nós temos usado a internet nas redes sociais, como faca: aguda e cortante.
sexta-feira, 29 de maio de 2015
Falo, logo escrevo?`Parte II
Sobre essas diferenças, podemos até dizer que a
língua falada é mais rica em informações e muito mais ágil no propósito da
comunicação. Porém,a linguagem escrita ganha importância quando pensamos na
expansão de uma sociedade. A língua escrita pode ser considerada a pedra
fundamental do crescimento das sociedades civilizadas.
Através dela, a identidade cultural, a economia
e a política, ganharam outra forma e possibilitaram as trocas de saberes, assim
como, as disputas entre os outros povos. O alcance da escrita dentro de uma
sociedade, por seu registro em si, já é um adendo a mais que a linguagem oral.
É uma organizadora social muito mais estável. Provavelmente, daí seu prestígio
e seu domínio sobre a fala. É quase impossível esquivar-se da língua escrita em
uma sociedade letrada; ela se impõe aos seus habitantes.
Aprender a ler ou a gostar de ler?
Saber ler é um privilégio necessário. Todas
as pessoas que conseguem graduação ao longo do processo acadêmico sabem ler.
Nem todas gostam de ler. Para essas, um livro a ser lido é um tormento; um
tormento que vem desde a infância.
Percebe-se
que o gostar ou não de ler,está intimamente ligado as vivências infantis . O
modo como as letras são apresentadas as crianças, muitas vezes tardiamente,
fazem com que o aprender a ler, seja mais importante do que o gostar de ler.
Fica esquecido que a escrita, por princípio, é a representação da fala,a qual
as crianças têm um entendimento e um domínio superior, muito anterior ao da
linguagem escrita.
Sendo
assim, o ato de ler para a criança interpretativamente, envolvendo-a no enredo
da história e dos personagens, pode abrir sua percepção para todas as emoções
que estão sendo proporcionadas através de um livro.
A
contação de histórias pode aguçar a curiosidade da criança sobre o conteúdo a
ser revelado pelo poder da decodificação e interpretação da língua escrita.
Essa “mágica” pode pertencer a ela também. Esse “rito de passagem”, é
responsabilidade dos adultos.
quinta-feira, 24 de abril de 2014
Falo, logo escrevo? Parte I
A fala precede a escrita, isto é fato. Dificilmente poderemos contestar essa hierarquia.A língua oral é criação do homem, fez-se necessária para sua sobrevivência, enquanto ser social. As sociedades primitivas se estabeleceram através da expressão oral, gerando assim, a cultura. Todos os conceitos morais e saberes eram repassados oralmente, regularizavam o viver dessas sociedades como, atualmente, ainda fazemos no seio familiar.
Nosso primeiro contato com a educação é recebido dentro desse contexto. Primeiro aprendemos a falar e, nos tornamos assim,parte de uma estrutura histórica/social. A aquisição da língua para a criança representa um salto no seu desenvolvimento intelectual.
Sendo assim, a linguagem oral, afora ser responsável pela união dos grupos humanos e por sua formação cultural, permite acelerar o desenvolvimento intelectual da criança a partir do momento que o mundo que a cerca pode ser “traduzido” e melhor compreendido já que imagens e percepções ganham forma com a palavra. A oralidade é o meio mais dinâmico de comunicação porque tem a seu favor variantes esclarecedoras sobre o conteúdo a ser entendido.
A nossa fala está repleta de informações. Falamos utilizando e considerando gestos, entonação da voz, expressões faciais e corporais. Para exemplificar - a ironia - como figura de linguagem, baseia-se na oposição entre a intenção e a expressão oral. Nesse caso, só saber o que significa a fala/língua, não dá a dimensão do seu teor. Precisamos reunir todos os elementos que a compõe para compreender o falante.
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