Estar em um mundo tecnologicamente conectado, com tantas variações sociais, culturais e econômicas, garante passagens (ida e volta) do céu para o inferno ininterruptamente.
O que até ontem causava - tristeza, compaixão, indignação e solidariedade - como no caso das tragédias, hoje há uma disputa nas redes sociais, para saber qual é a mais contundente. As opiniões se dividem, independentes dos pesares alheios.
Vemos isso, nos acontecimentos mais recentes em Mariana/MG e Paris/FR. São situações diferentes. Talvez nem tanto, se quisermos olhar apenas politicamente e vermos as deficiências e as conduções malfeitas pelos governantes, mídias, etc.
Mas...aonde anda nossa humanidade? Aquela coisa fácil de entender... um beliscão dói em fulano, sicrano e beltrano! Eles também têm fome, frio, tristeza...sede. Veem a beleza. Sentem amor e dele necessitam.
Então, não seria o caso, focarmos no que nos une enquanto seres humanos - necessidades e fragilidades - deixando as diferenças individuais, que não pertencem a mais ninguém além de si , pois são vidas construídas em contextos vários, e considerar que as mesmas são as que dão o colorido, o bônus e o ônus das diversas sociedades, mas que a essência é a mesma? O sangue é vermelho. Suor e lágrima têm a mesma composição.
O respeito deve prevalecer. É uma construção. Movimento difícil porque nos tira do nosso centro, das nossas certezas (frágeis!!) para olhar o outro.
Engraçado. O mundo é esférico, a tecnologia quebrou as barreiras territoriais, o conhecimento flui, tudo tão redondinho... e nós temos usado a internet nas redes sociais, como faca: aguda e cortante.
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